No futebol, a bola que bate na trave não altera o placar, por mais brilhante que tenha sido a jogada do time. O mesmo acontece no supermercado: a “bola na trave” é quando o produto que o consumidor vai
à loja comprar não está disponível no exato momento em que seria, tirado da gôndola, colocado
no carrinho e levado ao checkout. Ter o consumidor pronto para comprar e não dispor do produto em exposição desperdiça todos os esforços feitos até esse precioso momento, que é a efetivação da venda no autosserviço
Conhecido como “ruptura”, o problema continua sendo um dos principais desafios enfrentados diariamente pelos supermercadistas. Quando um item está indisponível, o prejuízo vai muito além da perda de venda imediata: ele impacta a experiência do cliente e a reputação da marca perante o consumidor. De acordo com levantamentos da Neogrid — empresa brasileira especializada em tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo —, a ocorrência frequente de rupturas pode reduzir a fidelidade dos consumidores e abrir espaço para a concorrência.
A ausência de produtos também gera uma série de efeitos em cascata: desgaste da imagem da marca, aumento de custos logísticos com reposições emergenciais e sobrecarga das equipes, que precisam lidar com ajustes operacionais de última hora.
Entre os diversos fatores que explicam esse cenário, a falta de mão de obra tem sido um dos motivos que contribuem para o aumento das rupturas nas gôndolas, conforme relata Valcilenio Gomes de Oliveira, Gerente de Operações dos Supermercados Sul América, com sede em Guanhães, no Vale do Rio Doce.