Novo consumo redesenha sortimento

O sócio-proprietário do Braga Supermercados, Mayron Braga, percebeu a transformação no consumo em suas lojas e sentiu que foi preciso mudar o sortimento. “A gente percebe essa mudança acontecendo há alguns anos, mas ela ficou muito mais evidente de dois ou três anos para cá. O consumidor continua comprando os produtos tradicionais, mas passou a buscar mais variedade e alternativas que estejam alinhadas ao seu estilo de vida”, pondera.

Por isso, ele está constantemente revisando o mix de produtos. “Muitas vezes incluímos itens novos que há alguns anos tinham pouca procura, mas que hoje já fazem parte da lista de compras de muitos clientes. O supermercado precisa acompanhar esse movimento para continuar relevante”, avisa.

Com sede em Abre Campo, onde tem duas lojas, e um total de cinco unidades na região, Braga entendeu rapidamente o que vem ocorrendo no varejo supermercadista. “Sem dúvida, o consumidor mudou de forma mais acelerada nos últimos cinco anos do que em muitas décadas anteriores. Hoje ele está mais informado, mais seletivo, conectado, mais consciente”.

Quem afirma é Fátima Merlim, conselheira de administração, executiva e referência nacional em transformação orientada ao cliente, governança e Gerenciamento por Categoria e fundadora e CEO da Connect Shopper, que atua há mais de 30 anos conectando estratégia, dados e execução para impulsionar o crescimento sustentável no varejo.

A opinião de Fátima encontra respaldo direto nos estudos de outro grande pesquisador do setor e conhecedor do fenômeno atual. “Antes, o cliente gastava tempo para economizar dinheiro, cada vez mais o cliente está disposto a gastar dinheiro para economizar tempo”, resume Fernando Gibotti, cofundador da Rock Encantech, ecossistema que une dados, tecnologia e ciência do consumo para auxiliar o varejo na fidelização e no encantamento do cliente.

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