Depois de construir uma trajetória como sucessor, que começou aprendendo no chão de loja ainda adolescente, até chegar a diretor da rede São João Supermercados, de Guaxupé, no Sul de Minas, Abílio Corrêa decidiu transformar o conhecimento acumulado no varejo em um novo negócio e ajudar outros varejistas nos cuidados com as carnes. Para isso, criou a AXISVAC, empresa especializada em soluções para embalagem a vácuo, termoencolhível e Atmosfera Modificada para alimentos.
A proposta é levar para supermercados, açougues, frigoríficos e indústrias soluções desenvolvidas a partir das necessidades observadas no dia a dia das operações. Entre as soluções apresentadas pela empresa está a embalagem a vácuo termoencolhível para carnes, tecnologia que combina a retirada do ar, a utilização de sacos de alta barreira e o termoencolhimento em água com temperatura controlada. O processo faz com que a embalagem se ajuste ao formato do corte, proporcionando melhor acabamento e proteção ao produto.
A tecnologia pode ser aplicada a diferentes operações e contribuir para ampliar o autosserviço nos açougues, melhorar a apresentação dos cortes, padronizar produtos e criar opções de maior valor agregado, como carnes porcionadas, peças inteiras, produtos temperados e kits para preparo. A redução do contato com o oxigênio também pode contribuir para a conservação e para o aumento da vida útil comercial, desde que sejam mantidos os cuidados com higiene, temperatura, cadeia de frio, integridade da embalagem e validação técnica do prazo de validade.

Segundo Abílio, a proposta da AXISVAC vai além da comercialização de equipamentos. A experiência no varejo foi fundamental para identificar oportunidades de melhoria nos processos de embalagem e entender as necessidades dos supermercadistas. Agora, esse conhecimento é aplicado na avaliação do processo de cada operação e na indicação de soluções de acordo com o volume de produção, mix de produtos, espaço disponível e nível de automação.
A empresa oferece seladoras a vácuo, sacos termoencolhíveis e tanques de encolhimento para diferentes portes de operação. “Antes de falar em equipamento, precisamos entender o que o supermercado pretende produzir, qual é o volume, quais cortes serão embalados e como será a exposição. A máquina precisa servir ao processo e aos objetivos do açougue”, afirma.