Leia na revista Gôndola: Eficiência que vira resultado

A empresa vende, muitas vezes até mais do que as metas preveem; a loja sempre cheia, mas, no fim das contas, na última linha, o resultado está longe de ser satisfatório. Isso pode ocorrer com muita frequência se os cuidados não forem tomados na outra ponta: na contenção de gastos, na redução de despesas e na prevenção de perdas nas mais diversas frentes. É a tão buscada eficiência operacional: fazer mais e melhor, com mais resultados positivos e o menor uso possível de recursos.

A eficiência operacional está, portanto, muito além de simplesmente cortar despesas. Ela envolve olhar para toda a jornada da operação e identificar onde recursos diversos, como dinheiro, espaço, energia e mercadorias podem estar sendo desperdiçados ou subutilizados. No supermercado, isso significa tornar cada processo mais produtivo, desde o recebimento e a armazenagem até o abastecimento das gôndolas, o checkout e a gestão do estoque, além do tempo das pessoas.

Essa busca pela eficiência passa também pela capacidade de antecipar problemas e tomar decisões com base em dados. Uma ruptura, por exemplo, não representa apenas um produto que deixou de estar disponível na gôndola: significa uma venda perdida, um possível cliente insatisfeito e recursos que não estão sendo convertidos em resultado.

Da mesma forma, excesso de estoque, quebra, processos manuais, equipes mal dimensionadas ou mal preparadas e consumo elevado de energia podem comprometer a rentabilidade mesmo em uma operação com forte faturamento. Quer um exemplo prático e comum? Aquela porta do equipamento de frios que fica aberta, gastando muito mais energia que o necessário e reduzindo a vida útil dos produtos refrigerados ou congelados.

Por isso, eficiência operacional deve ser encarada como uma disciplina permanente de gestão, e não como um projeto pontual de redução de custos. Não basta negociar bem com o fornecedor se parte do ganho se perde no transporte ou no recebimento. Não resolve ter estoque disponível se o produto não chega à gôndola no momento certo. Da mesma forma, um bom giro de perecíveis perde valor quando as quebras aumentam. De que adianta fazer ótima negociação, comprar barato e perder 20%, 30% do produto?

É justamente na capacidade de fazer todas essas variáveis trabalharem de forma coordenada que está a eficiência operacional. Para o supermercadista, significa extrair o máximo de resultado dos recursos que já estão dentro da operação, na maior parte das vezes sem necessidade de novos investimentos em pessoas ou equipamentos.

Confira a matéria completa na revista GÔNDOLA!

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