Consumo nos supermercados mineiros fecha 2025 com alta de 3,92%

O Índice de Consumo dos Lares Mineiros de dezembro, pesquisa mensal da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), registrou crescimento de 17,87% em relação a novembro e de 6,56% na comparação com o mesmo mês de 2024. O desempenho acumulado do ano foi de 3,92%. A pesquisa é feita com empresas de todos os portes, em todo o estado, e deflacionada pelo IPCA/IBGE.

Para o Presidente Executivo da AMIS, Antônio Claret Nametala, o resultado de dezembro reflete o peso do período natalino sobre a demanda, com a entrada de recursos extras, como o 13º salário, premiações e o aquecimento da economia em geral. “O comportamento do consumo, no final do ano, reflete o aquecimento típico do período e mostra o setor preparado para atender a um consumidor cada vez mais exigente e com melhora contínua da renda”, explica Claret. “Ao longo de 2025, observamos um consumidor que se preocupou, sim, com preço, mas que também buscou qualidade e bom atendimento e esteve propenso a gastar um pouco mais com novidades no ponto de venda”, analisa.

Adicionalmente, comenta o Presidente Executivo da AMIS, a economia mineira favorece o consumo, já que, de forma geral, os diversos setores vêm apresentando bom desempenho e atraindo investimentos. “O emprego e a renda gerados nessas atividades chegam ao comércio na forma de aumento da procura. O varejo supermercadista é sempre muito suscetível ao poder de compra, não apenas em itens essenciais, mas também em produtos que representam o chamado ‘consumo de indulgência’ e em itens premium”, aponta.

O crescimento de 3,92% no ano, segundo Claret, foi sendo construído mês a mês, sem grandes picos de demanda, quando desconsiderada a sazonalidade, mas sempre sustentado. “O supermercado é aonde o consumidor vai toda semana e, quase sempre, mais de uma vez por semana, o que comprova a essencialidade do setor no dia a dia dos lares e a manutenção dessa demanda crescente”, destaca.

O Presidente Executivo da AMIS, porém, aponta os desafios diários e conjunturais, enfrentados pelos empresários ao longo de todo o ano. “Ao mesmo tempo em que o setor precisou investir para atender melhor o consumidor no ponto de venda, também teve de superar entraves como o alto custo do capital para financiar o crescimento, devido à taxa de juros elevada, além da dificuldade de contratar pessoas e outros desafios diários pertinentes à atividade”, ilustra Claret.

Variação regional – Todas as regiões do estado apresentaram crescimento no consumo, tanto na comparação mensal quanto em relação ao ano anterior. O maior desempenho acumulado ocorreu na região Central, onde está a RMBH, com alta de 4,42%. O menor crescimento foi verificado no Norte/Noroeste, com 3,67%.

Arquivo Índice de Consumo dos Lares Mineiros_2025

COMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp